Em qualquer mercado financeiro, as variações de preços resultam fundamentalmente de alterações na informação, e não das transações em si. Quando nova informação chega ao mercado — como anúncios de políticas, relatórios financeiros de empresas, alterações de dados on-chain ou a divulgação de dados macroeconómicos — os negociadores ajustam as suas expectativas e influenciam os preços através das operações de compra e venda.
A entrada da informação nos preços segue normalmente um processo: inicialmente, um grupo restrito de negociadores sensíveis à informação reage; em seguida, mais participantes de mercado compreendem gradualmente a informação e começam a negociar; por fim, os preços concluem o seu ajustamento. Assim, as variações de preços raramente ocorrem de forma instantânea, refletindo antes um processo gradual de absorção da informação.
Do ponto de vista da estrutura do mercado, a informação entra nos preços através de vários canais:
A essência das flutuações de preços reside no processo contínuo de absorção de nova informação pelo mercado e de reavaliação dos preços.
No âmbito da teoria financeira, existe um conceito central: a “Hipótese do Mercado Eficiente”. Esta teoria sustenta que, com acesso suficiente à informação e participantes de mercado racionais, os preços vão refletir rapidamente toda a informação disponível, tornando difícil alcançar retornos acima da média a longo prazo.
Os mercados eficientes classificam-se habitualmente em três níveis:
No entanto, nos mercados reais, a informação é frequentemente assimétrica.
Alguns agentes obtêm informação antes de outros ou compreendem-na mais rapidamente, o que gera uma vantagem informativa. Negociadores com essa vantagem podem operar antes de os preços refletirem integralmente a informação, gerando lucros. Por isso, os mercados não são totalmente eficientes, mas sim um processo dinâmico que oscila entre “eficiência” e “assimetria de informação”.
Quando os preços de mercado se afastam de níveis racionais, os arbitradores entram no mercado e obtêm lucro ao comprar barato e vender caro ou através de operações entre mercados, fazendo com que os preços regressem a intervalos racionais. Assim, a arbitragem funciona como um mecanismo de correção de preços.
O comportamento de arbitragem assume normalmente as seguintes formas:
A presença de arbitradores dificulta desvios prolongados dos preços em relação a níveis racionais. Estes agentes desempenham o papel de “corretores de preços” no mercado e, ao procurar lucro, aproximam os preços de mercado do valor real ou da probabilidade efetiva.
Além da informação e da arbitragem, os preços de mercado são influenciados pelo sentimento e pelas expectativas de grupo. Os participantes de mercado não são sempre totalmente racionais; podem ser afetados pelo medo, ganância, efeito manada e outros fatores, levando a desvios de preços em relação a níveis racionais no curto prazo.
Muitas vezes, as subidas de preços não se devem apenas à melhoria dos fundamentais, mas sim à expectativa generalizada de valorização futura; por outro lado, as quedas de preços podem resultar do sentimento de pânico e não de alterações nos fundamentais. Este fenómeno revela que os preços refletem não só a informação, mas também as expectativas coletivas dos participantes de mercado em relação ao futuro.
Do ponto de vista operacional, os preços são influenciados por três forças principais:
Estes três fatores determinam em conjunto a formação e flutuação dos preços de mercado.