Já não precisa de U Card! WalletConnect Pay conecta diretamente a 40 milhões de terminais POS em todo o mundo

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WalletConnect Pay

WalletConnect Pay e POS líder Ingenico colaboram, integrando pagamentos com stablecoins em 40 milhões de terminais em todo o mundo. Os consumidores podem pagar escaneando um QR Code, com taxas de transação reduzidas de 2-3% e liquidação instantânea. Hazeflow, fundador, afirma diretamente que “U Card morreu”, considerando que o U Card apresenta custos elevados, questões de privacidade KYC e dependência de intermediários, enquanto pagamentos diretos com stablecoins se tornarão o padrão.

WalletConnect Pay conquista 40 milhões de terminais POS globais

O CEO da WalletConnect, Jess Houlgrave, anunciou na sexta-feira que a WalletConnect Pay estabeleceu parceria com a Ingenico, permitindo que seu serviço de pagamento seja implementado em uma rede que cobre mais de 120 países e mais de 40 milhões de terminais POS. O serviço será inicialmente aberto a adquirentes e provedores de serviços de pagamento (PSP), com lançamento previsto na Europa entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026.

A Ingenico, como um dos maiores fornecedores globais de terminais POS, possui dispositivos em diversos ambientes de varejo, desde supermercados, restaurantes até postos de gasolina. Essa parceria marca a entrada dos pagamentos com stablecoins na infraestrutura de varejo mainstream em escala, deixando de ser uma solução limitada a ambientes nativos de criptomoedas ou poucos pilotos.

A integração centraliza-se em “não alterar a infraestrutura existente dos comerciantes”. Os consumidores apenas escaneiam um QR Code com sua carteira de criptomoedas para pagar com stablecoins, enquanto os comerciantes continuam operando na estrutura de pagamento familiar. Não há necessidade de adquirir novos dispositivos ou treinar funcionários em carteiras de criptomoedas complexas; basta ativar a funcionalidade WalletConnect Pay no sistema POS atual.

Essa abordagem de integração de baixo atrito resolve uma das maiores barreiras à adoção de pagamentos em criptomoedas. Antes, comerciantes precisavam instalar softwares ou hardwares específicos, aumentando custos e complexidade operacional. Com a integração perfeita com sistemas POS existentes, a WalletConnect Pay permite que pagamentos em criptomoedas sejam tentados de forma relativamente fácil, incorporando-se ao varejo mainstream.

Tecnicamente, após escanear o QR Code, as informações da transação são enviadas à carteira do usuário, que confirma o pagamento. O stablecoin é enviado diretamente do wallet para o endereço blockchain do comerciante ou para o PSP, tudo em poucos segundos. O POS do comerciante, ao receber a confirmação na blockchain, conclui a transação, sem esperar o ciclo de liquidação bancária tradicional.

Vantagens do pagamento direto com stablecoins: economia de 2% em taxas e liquidação instantânea

Houlgrave explica que o foco do WalletConnect Pay está nos benefícios práticos para os negócios. Ela aponta que as taxas de cartão de crédito tradicionais variam entre 2% e 3%, o que, para grandes varejistas com bilhões de dólares em transações anuais, representa custos consideráveis. Por exemplo, a Walmart, com vendas anuais de US$ 600 bilhões, pagaria até US$ 15 bilhões em taxas a 2,5%.

Em contraste, pagamentos com stablecoins podem ser feitos com custos menores. As taxas de transação na blockchain geralmente custam poucos centavos a alguns dólares, e mesmo incluindo taxas do PSP, o custo total é muito menor do que o do cartão de crédito tradicional. Para varejistas com margens estreitas, essa vantagem de custo é altamente atraente.

Mais importante ainda é a rapidez na liquidação. Pagamentos com cartão de crédito levam de 1 a 3 dias úteis para chegar à conta do comerciante, período no qual o dinheiro fica indisponível, afetando o fluxo de caixa. Com stablecoins, a liquidação é quase instantânea, permitindo que o comerciante utilize imediatamente os fundos recebidos para compras, pagamento de salários ou outras operações.

Para grandes empresas, isso melhora a eficiência operacional. Liquidações rápidas proporcionam previsibilidade de fluxo de caixa e maior flexibilidade na gestão de fundos. Para pequenos e médios comerciantes, essa pode ser uma alternativa para reduzir custos de pagamento, especialmente em transações internacionais, evitando perdas cambiais e altas taxas de transferências internacionais.

Além disso, pagamentos com stablecoins oferecem maior transparência. Todas as transações são registradas publicamente na blockchain, permitindo que os comerciantes rastreiem o status de cada pagamento em tempo real, sem depender de extratos bancários. Essa transparência simplifica a gestão financeira e reduz riscos de fraude.

U Card: três principais falhas fatais — altos custos, KYC e dependência de intermediários

Com o anúncio do WalletConnect Pay, Pavel Paramonov, fundador da Hazeflow, reafirmou sua opinião: “O cartão financeiro em criptomoedas acabou.” Em artigo anterior, ele afirmou que o U Card não tem futuro, pois não consegue revolucionar o sistema de pagamentos tradicional, reforçando o poder de bancos e Visa, além de apresentar três falhas críticas.

Primeira: custos elevados. O U Card é essencialmente parte do sistema de cartões de crédito tradicionais, com cada transação passando pelas redes Visa ou Mastercard, obrigando os comerciantes a pagar taxas de 2%-3%. Apesar de parecer que o usuário está pagando com criptomoedas, o sistema por trás ainda opera na infraestrutura financeira convencional, sem mudança na estrutura de custos. Os emissores do U Card também cobram taxas de conversão ao trocar criptomoedas por moeda fiduciária, aumentando ainda mais o custo total.

Segunda: preocupações com privacidade e KYC. Para usar o U Card, é necessário passar por verificações de identidade rigorosas, fornecendo dados pessoais, comprovantes de endereço e informações financeiras. Isso contraria os princípios de descentralização e privacidade das criptomoedas. Além disso, os emissores do U Card rastreiam cada transação, podendo usar esses dados para análises comerciais, vendê-los a terceiros ou divulgá-los sob solicitação governamental.

Terceira: dependência excessiva de intermediários. O funcionamento do U Card depende de bancos emissores, redes de pagamento e órgãos reguladores. Se algum desses elementos apresentar problemas, os fundos ou a capacidade de pagamento do usuário podem ser afetados. Nos últimos anos, várias empresas de cartões de criptomoedas interromperam serviços repentinamente devido a pressões regulatórias, deixando os usuários com cartões inutilizáveis — um risco de centralização que contrasta com a resistência à censura das criptomoedas.

Em comparação, pagamentos com stablecoins feitos diretamente no POS são mais baratos, mais rápidos e com liquidação em tempo real, reforçando que o U Card é uma solução transitória na evolução do pagamento em criptomoedas. Sem passar pelas redes Visa ou converter para moeda fiduciária, o pagamento com stablecoin dá ao usuário controle total sobre seus fundos, com registros transparentes e sem necessidade de expor informações pessoais.

Da solução transitória à adoção nativa: mudança de paradigma nos pagamentos

Do ponto de vista da indústria, a parceria entre WalletConnect Pay e Ingenico simboliza a transição do pagamento com “cartão financeiro” para um modelo mais alinhado ao design nativo de blockchain. O U Card tem valor ao reduzir a barreira de entrada para o uso de criptomoedas, permitindo que usuários não familiarizados com blockchain façam compras diárias com ativos digitais. Contudo, essa conveniência tem um custo: sacrifica as características essenciais das criptomoedas.

Pagamentos com stablecoins representam uma mudança de paradigma. Em vez de tentar encaixar criptomoedas no sistema financeiro tradicional, eles criam um fluxo de pagamento nativo. O consumidor paga diretamente do wallet, o comerciante recebe fundos na blockchain, sem intermediários bancários ou redes como Visa, tudo realizado na cadeia.

Por exemplo, a Trip.com, do grupo Ctrip, permite pagamentos com USDT e USDC através da nova estrutura de pagamento da Singapore-based Triple-A, considerada uma das opções transitórias na adoção de criptopagamentos. Embora ainda exija um PSP como ponte, essa abordagem evita as redes tradicionais de cartões bancários, aumentando eficiência e reduzindo custos.

À medida que a regulamentação de stablecoins e a infraestrutura de pagamento amadurecem, espera-se que mais estabelecimentos aceitem ativos digitais como forma de pagamento. Países como EUA, UE e Cingapura já estão desenvolvendo frameworks regulatórios para stablecoins, eliminando obstáculos legais para pagamentos compatíveis. Com maior clareza regulatória, mais comerciantes terão confiança em aceitar stablecoins.

Nessa transformação, o valor do U Card também será testado a longo prazo. Para os primeiros adotantes, foi uma ponte entre o mundo cripto e o real. Mas, com stablecoins podendo ser usados diretamente no dia a dia, a natureza transitória do U Card se tornará mais evidente, e ele poderá acabar como uma peça do passado.

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