A Tailândia está a avançar para se tornar o principal centro de criptomoedas no Sudeste Asiático.
A SEC do país está atualmente a elaborar novas regras para apoiar produtos ETF de criptomoedas e negociação de futuros. Se aprovadas, estas novas regras proporcionarão aos investidores institucionais uma forma segura de entrar no mercado.
Jomkwan Kongsakul, o vice-secretário-geral da SEC, partilhou recentemente que o regulador pretende emitir orientações formais para ETFs de criptomoedas no início deste ano.
O objetivo principal é facilitar o acesso a ativos digitais para mais investidores. O problema costumava ser que muitos investidores preocupavam-se com hacking ou perda de acesso às suas carteiras.
Para tal, espera-se que o novo fundo regulado da Tailândia remova essas barreiras.
🇹🇭TAILÂNDIA MOVIMENTA-SE PARA APOIAR INVESTIMENTOS EM CRIPTOMOEDAS
A ‘SEC’ da Tailândia diz que novas regras estão a caminho para ETFs de criptomoedas, futuros de criptomoedas e investimentos tokenizados, reconhecendo formalmente os ativos digitais como uma classe de ativos oficial sob a lei. pic.twitter.com/o5qMMBbZG4
— Coin Bureau (@coinbureau) 22 de janeiro de 2026
O conselho da SEC já aprovou alguns dos aspetos centrais deste plano. Atualmente, estão a finalizar as regras específicas de funcionamento destes produtos.
Isto inclui como as empresas devem gerir os investimentos e as operações diárias. O regulador também planeia tratar os ativos digitais como uma classe de ativos padrão, e sob estas regras, os investidores podem investir até 5% do seu portfólio.
A SEC também quer possibilitar a negociação de futuros de criptomoedas. Isto acontecerá na Bolsa de Futuros da Tailândia (ou TFEX) como parte de um plano para reconhecer os ativos digitais ao abrigo da Lei de Derivados.
O governo espera que, ao fazer isto, estes ativos obtenham um estatuto legal oficial.
Espera-se que os formadores de mercado sejam uma parte importante deste novo sistema. A SEC planeia estabelecer estas entidades e garantir que haja liquidez suficiente no mercado.
Quando há liquidez, os preços estabilizam e os traders podem sair ou entrar em posições com mais liberdade.
Os reguladores também estão a analisar as redes sociais. A SEC está a reforçar o seu controlo sobre influenciadores financeiros que dão conselhos de investimento, o que significa que qualquer pessoa que recomende títulos específicos ou prometa retornos deve ter uma licença.
Devem também registar-se como consultores de investimento ou corretoras introdutórias. Espera-se que esta medida impeça que qualquer pessoa com um grande número de seguidores engane o público.
A Tailândia já possui um espaço de negociação de retalho bastante ativo, com a Bitkub sendo a maior bolsa do país.
Frequentemente, os volumes diários de negociação atingem $60 milhões. No entanto, embora as pessoas possam negociar facilmente, o governo ainda mantém uma proibição do uso de moedas digitais para pagamentos diários.
A SEC está a colaborar com o Banco da Tailândia neste projeto, construindo um sandbox de tokenização. Este ambiente permite às empresas testar tokens de obrigações sem enfrentar imediatamente toda a pressão regulatória, e a SEC quer incentivar os emissores de obrigações a participarem neste sandbox.
Esta iniciativa ajudará o governo a compreender como a tecnologia blockchain afeta o mercado de obrigações. Também permitirá à SEC ajustar as regras antes de estas se tornarem lei permanente.
Nos próximos meses, a SEC terá uma agenda ocupada, pois deve concluir as regras operacionais e divulgá-las ao público. Assim que as orientações forem publicadas, as empresas locais poderão começar a candidatar-se para lançar os seus próprios fundos.