Debaixo da árvore de paulownia até às finanças na cadeia: 230 anos de evolução de capital na NYSE

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Autor: Climber, CryptoPulse Labs

A sede da Bolsa de Nova Iorque está localizada na 18 Broadway, Nova Iorque, EUA, ao sul da curva de Wall Street.

Este também é o centro das transações financeiras mundiais, tendo dado origem a inúmeros traders talentosos. Além disso, inspirou muitas produções cinematográficas, como «Wall Street», «The Big Short», «The Wolf of Wall Street», «Barbarians at the Gate»…

A NYSE foi fundada em 1792 e, desde então, tornou-se a maior bolsa de valores do mundo. Além dos fins de semana e dias de fecho regulares, o horário de negociação da NYSE é das 9h30 às 16h00. Isso faz com que muitos traders e investidores se perguntem por que a bolsa não abre mais algumas horas, para ganhar um pouco mais de dinheiro.

Mas é precisamente o sistema rigoroso e regulamentado da bolsa que permite que cerca de 2400 empresas estejam listadas aqui, mantendo-se por vários anos como a maior bolsa de valores do mundo.

Até o final do ano passado, o valor de mercado total do mercado de ações dos EUA era estimado em cerca de 67,8 trilhões de dólares, mas o valor de mercado total das empresas listadas na NYSE era de aproximadamente 44,7 trilhões de dólares, representando mais de 65%!

Além disso, das 30 empresas que fazem parte do Dow Jones Industrial Average, 24 estão listadas na Bolsa de Nova Iorque. Isso demonstra sua longevidade e importância.

Hoje, a NYSE está tentando lançar uma nova plataforma de negociação digital: permitindo títulos tokenizados, liquidação e compensação na cadeia 24/7, entrada e saída de stablecoins, aguardando apenas a aprovação regulatória.

Por que a NYSE está fazendo isso? É uma jogada de marketing ou um novo plano? Talvez possamos explorar seus mais de 230 anos de história para encontrar insights para uma nova rodada de transformação.

1. Origem: De negociações de rua a sistema****Inicial

Voltando a 1792, apenas 16 anos após a promulgação da Declaração de Independência dos EUA.

Naquela época, 24 corretores de ações se reuniram sob uma árvore de bordo na Wall Street, em Nova Iorque, e assinaram o «Buttonwood Agreement».

O núcleo do acordo não era criar uma bolsa de valores, mas estabelecer regras de negociação em aliança. Por exemplo, prioridade na negociação entre corretores, comissão unificada, evitar concorrência desleal, exclusão do grupo em caso de inadimplência, etc.

Sua essência é semelhante a uma união de crédito monopolista e autônoma, muito parecida com a lista de permissões e o consenso de nós em projetos DeFi atuais.

Portanto, essa foi uma forma de negociação privada e informal, e a escolha de assinar o acordo sob a árvore de bordo não tinha tanto um propósito ritualístico, mas principalmente porque eles não tinham dinheiro para alugar um local fixo de negociação.

Naquela época, as negociações geralmente aconteciam em cafés, na rua ou sob árvores, pois, se o tempo estivesse ruim em Nova Iorque, as negociações paravam. Assim como os agricultores que dependem do clima, eles também tinham que esperar o tempo favorável; em dias de chuva, o volume de negociações caía significativamente.

Esse método de negociação, ainda uma espécie de clube privado, acabou se tornando o ponto de partida do sistema da maior bolsa de valores do mundo de hoje.

2. Revolução Industrial: Crescimento Explosivo do Capital

Com a chegada da era industrial, a NYSE começou a se tornar o centro do capital americano.

Este período vai aproximadamente de 1860 a 1914, ou seja, até o início da Primeira Guerra Mundial.

A Revolução Industrial impulsionou diretamente a onda de abertura de capital das empresas, com empresas de ferrovias, aço, petróleo, eletricidade e outros setores surgindo com grande necessidade de financiamento. Empresas emblemáticas dessa época incluem Standard Oil, U.S. Steel, General Electric…

Porém, essa fase também trouxe inovações institucionais na bolsa, como a introdução de horários fixos de negociação, regras claras de listagem e a criação do sistema de «Open Outcry» (pregão a viva voz).

No entanto, isso também fez com que as salas de negociação parecessem «locais de briga», e, antes da negociação eletrônica, a NYSE funcionava basicamente por gritos.

Corretores gritavam os preços, gesticulavam mais do que falavam, empurrões e gritos eram rotina. Alguns até perderam a voz por causa do esforço, e há rumores de que alguns comiam ovos crus para proteger a garganta.

Assim, embora o método de negociação da NYSE nesse período fosse ainda bastante «primitivo», ela desempenhava o papel de «coração» do capital industrial dos EUA, alimentando continuamente o progresso da civilização industrial e moderna.

Ao mesmo tempo, a prosperidade trazida pela Revolução Industrial consolidou a posição da NYSE como centro financeiro mundial, onde muitas histórias de riqueza eram escritas e muitos investidores comuns realizavam seus sonhos de riqueza. Tudo parecia caminhar para um futuro promissor, como se o paraíso estivesse logo ali.

3. Grande Depressão: A «Reforma» da NYSE

Após a Primeira Guerra Mundial, os EUA tornaram-se a fábrica do mundo e o centro do capital global. O rápido crescimento econômico levou toda a população a entrar na era do investimento em ações, com ações se tornando comuns em famílias de classe média, jornais, cafés e barbearias recomendando ações, e as ações sendo vistas como uma forma segura de poupança.

Nessa época, o uso de alavancagem era desenfreado, e investidores podiam comprar grandes quantidades de ações com apenas 10% de margem. Bancos, corretoras e trustes também reduziram as barreiras de entrada, oferecendo suporte financeiro aos investidores.

Os EUA passaram pelo que ficou conhecido como os «Anos Loucos», e Irving Fisher chegou a afirmar que os preços das ações estavam «firmemente estabelecidos em uma altura eterna», uma típica ilusão de prosperidade financeira.

Em 1929, veio a Grande Depressão, a recessão econômica mais severa antes da Segunda Guerra Mundial.

Nesse ano, ocorreu a maior crise de mercado de ações da história dos EUA, dando origem a termos como «Quinta-feira Negra», «Sexta-feira Negra», «Segunda-feira Negra» e «Terça-feira Negra».

A NYSE também se tornou o palco central do estouro da bolha financeira e do pânico que se espalhou. Naquele dia, algumas pessoas realmente se suicidaram pulando de prédios, e a bolsa instalou cercas de proteção.

A crise revelou problemas como negociações ilícitas e manipulação de mercado, prejudicando gravemente a credibilidade da NYSE.

As autoridades regulatórias americanas tiveram que reestruturar o sistema financeiro, com a Lei de Valores Mobiliários de 1933 obrigando a divulgação de informações, a SEC criada em 1934 para supervisionar a NYSE, e a separação entre bancos comerciais e bancos de investimento…

Assim, a NYSE deixou de ser apenas uma «cassino» para se tornar um «mercado de capitais regulamentado», uma infraestrutura financeira de nível nacional.

4. Revolução da Informação: Era da Globalização e Tecnologia Eletrônica

Na década de 1980, a tecnologia de informação eletrônica avançou rapidamente, e a onda de globalização se intensificou.

Naquela época, a NYSE ainda mantinha o sistema de market makers manual, mas o aumento do volume e da escala de negociações tornou seu sistema antiquado e incapaz de acompanhar o ritmo.

A velocidade de negociação lenta, altos custos e incompatibilidade com negociações de alta frequência e algoritmos abriram espaço para o crescimento do NASDAQ. A NYSE também começou a sentir a ameaça de «ser substituída».

Com a entrada massiva de capitais internacionais e o aumento de empresas estrangeiras buscando listar-se nos EUA, a NYSE precisou urgentemente se transformar e buscar novas oportunidades.

Logo, a NYSE adotou a negociação eletrônica de forma abrangente, transformando-se de uma associação de membros para uma sociedade de ações, tornando-se parte de muitas empresas listadas.

Depois, para melhor desenvolvimento, a NYSE se fundiu com a Euronext, caminhando para a internacionalização.

Em 2013, a NYSE foi adquirida pela Intercontinental Exchange (ICE), tornando-se um ativo principal do grupo ICE.

Apesar das mudanças de propriedade, as tecnologias, derivativos e capacidades de liquidação da NYSE foram significativamente aprimoradas. Ela deixou de ser apenas uma sala de negociações de ações e se tornou uma plataforma multifuncional que integra infraestrutura financeira, dados, liquidação e conformidade regulatória.

5. Transformação Digital: Tokenização Financeira e Blockchain

A crise do subprime de 2008 varreu o mundo, e os governos e moedas enfrentaram uma crise de confiança, levando ao surgimento do Bitcoin.

Nos anos seguintes, a tecnologia blockchain evoluiu rapidamente, e a indústria de criptomoedas floresceu. Apesar de várias tentativas de repressão, a aceitação do mercado financeiro tradicional cresceu dia após dia.

Hoje, ativos criptográficos, stablecoins e RWA (ativos do mundo real na cadeia) estão surgindo, desafiando continuamente o sistema financeiro tradicional e os métodos de negociação. As instituições financeiras tradicionais também perceberam que não devem simplesmente rejeitar ou eliminar o setor de blockchain, mas sim controlá-lo e integrá-lo.

Com uma história de mais de 230 anos, a NYSE participou várias ondas tecnológicas, desde a Revolução Industrial até as revoluções digital e de IA. Em qualquer nova tecnologia social, a NYSE nunca optou por ignorar ou sair dela. E a era das criptomoedas não é diferente.

Por isso, a NYSE decidiu fazer uma mudança estratégica, explorando ativamente a tokenização de ações, liquidação na cadeia, negociação 24/7 e outros sistemas inovadores, além de aprofundar a conformidade regulatória.

Conclusão

A NYSE tornou-se a maior bolsa do mundo não apenas por ser resultado do mercado financeiro, mas por uma combinação de força nacional, expansão industrial, capacidade regulatória e evolução tecnológica.

Cada atualização da NYSE foi motivada por uma crise de sobrevivência, e cada uma delas a tornou mais competitiva, consolidando sua posição de liderança global.

Desta vez, a NYSE decidiu transformar a blockchain na nova tecnologia de liquidação fundamental de Wall Street. O objetivo é único: reformular o modelo tradicional de ações e manter o controle do ordenamento de capital global em suas mãos.

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