BlockBeats Mensagem, 26 de janeiro, a recente volatilidade do iene provocou uma atenção global elevada. A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, alertou publicamente que irá responder a «especulação e movimentos anormais», enquanto o Federal Reserve de Nova York questionou de forma rara o estado do câmbio do iene junto de instituições de mercado, alimentando ainda mais os rumores de uma possível intervenção coordenada entre os EUA e o Japão. O iene face ao dólar chegou a recuperar rapidamente até cerca de 155, indicando que o mercado já começou a precificar antecipadamente o risco de política.
Do ponto de vista macroeconómico, a depreciação do iene deixou de ser apenas uma questão monetária, passando a envolver também a política interna do Japão, as finanças e o fluxo de capitais global. Os rendimentos dos títulos do governo japonês de longo prazo dispararam, e com as eleições antecipadas à vista, a tolerância do governo à perda de controlo sobre a taxa de câmbio diminuiu significativamente. Se o USD/JPY se aproximar novamente dos 160, a legitimidade política e financeira de uma intervenção aumentará, e a possibilidade de os EUA consentirem ou até colaborarem também aumentará.
Analistas da Bitunix afirmam que, para o mercado, o verdadeiro risco não reside na «intervenção verbal», mas na entrada efetiva de fundos no mercado. Se Tóquio agir unilateralmente, o efeito poderá ser temporário; mas, se evoluir para uma coordenação entre os EUA e o Japão, provocará um impacto significativo no mercado cambial global, nas taxas de juro e nos ativos de risco, levando a uma nova avaliação da continuidade do ciclo do dólar. Os 160 não são apenas uma barreira técnica, mas também uma linha de fundo política. A decisão de intervir e a forma como o fará determinarão se o iene apenas reagirá com uma recuperação ou se ocorrerá uma inversão de fase, sendo também um ponto importante de observação para a mudança na disposição de risco dos mercados globais.