Morgan Stanley indica que os indicadores de momentum mostram que os futuros de Bitcoin estão sobrevendidos, enquanto os futuros de ouro e prata estão sobrecomprados, refletindo uma grande quantidade de posições de instituições e traders de momentum em metais preciosos. O banco também afirmou que, desde agosto, os investidores de varejo têm migrado de Bitcoin para ouro e prata, e destacou que, com base na alocação crescente de investidores privados e bancos centrais, a previsão de preço de longo prazo para o ouro é de US$ 8.000 a US$ 8.500 por onça. Analistas do Morgan Stanley emitiram um alerta severo sobre o mercado de futuros de commodities, indicando que os futuros de Bitcoin entraram na zona de sobrevenda, enquanto os futuros de ouro e prata estão na zona de sobrecompra. Essa mudança reflete uma preferência geral de investidores de varejo e instituições por metais preciosos em vez de Bitcoin. Hedge funds estão ativamente construindo posições longas em prata até o final de 2025 e início de 2026, com uma tendência semelhante ocorrendo no ouro ao longo do último ano, enquanto os futuros de Bitcoin não apresentaram crescimento comparável.
Essa divergência é claramente visível nos indicadores de momentum que acompanham traders de tendência (como consultores de commodities). Os futuros de ouro estão sobrecomprados, a prata está severamente sobrecomprada, enquanto o Bitcoin está profundamente sobrevendido, indicando uma potencial reversão de curto prazo. Os investidores estão migrando para metais preciosos como hedge contra a incerteza macroeconômica, com a demanda industrial por prata em setores de energia renovável, inteligência artificial e energia fotovoltaica ampliando sua tendência de alta — já subiu mais de 60% em 2026, atingindo cerca de US$ 118 por onça, um aumento de 22% em relação ao ouro. Divergência evidente entre prata, ouro e Bitcoin Analistas apontam que, no quarto trimestre de 2025, os fluxos de fundos em ETFs de ouro aumentaram significativamente, chegando a quase US$ 60 bilhões no final do ano. Eles também acrescentaram que a maior parte do fluxo de fundos em ETFs de prata ocorreu no quarto trimestre de 2025, coincidindo com a saída de fundos de ETFs de Bitcoin, indicando que investidores de varejo estão migrando de Bitcoin para metais preciosos. Os analistas acreditam que o comportamento das instituições reforça essa mudança. Dados de posições de futuros de instituições, baseados na variação de contratos em aberto na Chicago Mercantile Exchange (CME), mostram que, do quarto trimestre de 2025 até o início de 2026, as posições longas em prata aumentaram significativamente, impulsionadas principalmente por fundos de hedge. Na maior parte do último ano, os futuros de ouro também apresentaram crescimento semelhante nas posições. Em contraste, os analistas afirmam que, no último ano, as posições em futuros de Bitcoin não tiveram crescimento semelhante. Utilizando indicadores de momentum para avaliar as posições de traders de tendência (como consultores de commodities), os resultados mostram divergências claras entre os três ativos. Os analistas indicam que os futuros de ouro estão sobrecomprados, os futuros de prata estão severamente sobrecomprados, enquanto os futuros de Bitcoin estão sobrevendidos. Eles acrescentam que essa situação aumenta o risco de realização de lucros ou de retorno à média em ouro e prata no curto prazo. De fato, os preços de prata e ouro recuaram recentemente de seus picos recentes. Os analistas também usam o índice Hui-Heubel (que mede a amplitude de mercado e liquidez) para destacar diferenças estruturais na liquidez dos diferentes ativos. O índice do ouro permanece relativamente baixo, indicando maior liquidez e maior participação de mercado. O índice da prata é mais alto, refletindo menor liquidez. Os analistas afirmam que a recente diminuição na amplitude de mercado da prata pode ter agravado a volatilidade recente dos preços. O índice Hui-Heubel do Bitcoin é o mais alto entre os três, indicando menor liquidez e maior sensibilidade a ordens de menor volume. Apesar dos riscos de curto prazo para os metais preciosos, os analistas continuam otimistas quanto ao longo prazo do ouro. Eles afirmam que, tanto investidores privados quanto bancos centrais, continuam aumentando suas alocações em ouro. Morgan Stanley mantém otimismo quanto ao longo prazo do ouro O banco prevê que, nos próximos anos, o cotação do ouro pode atingir US$ 8.000 a US$ 8.500 por onça, impulsionada por diversificação de bancos centrais, preocupações com a depreciação monetária e demanda contínua na Ásia. Além disso, os analistas reiteram que, assumindo que os investidores continuem substituindo títulos de longo prazo por ouro como proteção contra ações, a alocação de investidores privados em ouro pode subir de pouco mais de 3% atualmente para cerca de 4,6%. Nesse cenário, eles acreditam que a faixa de preço teórica do ouro pode atingir US$ 8.000 a US$ 8.500 por onça. No entanto, há um sentimento de cautela geral: ex-analistas do Morgan Stanley e do Crédit Agricole alertaram que o mercado de metais preciosos está altamente sobrecomprado, impulsionado por comportamentos especulativos alimentados pelo “medo de perder” (FOMO), e não por fundamentos. A prata é considerada a “Cinderela” dos metais, pois seu alto preço pode ser resolvido por aumento na oferta, com risco de uma queda de 50% em um ano. O desempenho fraco do Bitcoin destaca sua crise como “ouro digital”, com a relação Bitcoin/prata caindo para 700-800, um nível que historicamente indica sobrevenda de Bitcoin ou sobrecompra de prata. Apesar de as instituições manterem Bitcoin para estabilizar seus preços, ele carece do consenso de 5.000 anos do ouro e da atratividade dos bancos centrais. Os traders estão atentos a uma possível recuperação do Bitcoin de níveis de sobrevenda, mas, na volatilidade global, os metais preciosos ainda dominam.
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