A autoridade fiscal do Brasil registou R$242 milhões em transações de XRP em setembro passado, com 308.411 entradas nos dados oficiais on-chain.
A própria autoridade fiscal do Brasil acabou de fornecer à comunidade XRP algo que nenhum gráfico de preços consegue falsificar. Números concretos. Oficiais.
A Receita Federal, o serviço de receita federal do Brasil, publicou dados abertos de atividade declarada on-chain. Os números de setembro mostraram 308.411 transações de XRP totalizando R$242.096.431,14. Isso não é uma projeção. Nem uma estimativa.
Como WKahneman publicou no X, o conjunto de dados é extraído de três fontes de reporte: atividade reportada por exchanges, indivíduos e empresas usando exchanges estrangeiras, e transações peer-to-peer onde os totais mensais ultrapassam R$30.000. Os números vêm diretamente da divulgação de dados públicos da Receita Federal do Brasil.
O Brasil não caiu de paraquedas nisso. O país criou há anos um regime obrigatório de reporte de criptomoedas. Qualquer transação acima do limite deve ser declarada. É assim que o volume de XRP de setembro acabou em um PDF oficial do governo.
O limite de R$30.000 para transações peer-to-peer é importante aqui. Filtra o ruído. O que permanece são transações grandes o suficiente para atrair fiscalização fiscal, o que significa que R$242 milhões representam volume declarado, não volume total.
WKahneman descreveu os dados no X como “dados duros de XRP”, apontando que a autoridade fiscal do Brasil captura atividade declarada on-chain através de múltiplos canais de reporte. Essa combinação de dados institucionais, de indivíduos e P2P faz com que o total de 308.411 transações de setembro seja uma imagem incomumente completa.
O Brasil criou essa estrutura de forma deliberada. A Receita Federal exige reporte de criptomoedas em exchanges, plataformas estrangeiras e transferências diretas. Nem todos os países monitoram as criptomoedas dessa forma a nível governamental.
Isso importa porque o valor de R$242 milhões não é auto-relatado voluntariamente. Ele passa por uma estrutura de conformidade com obrigações declaradas. Países que observam o modelo brasileiro agora têm algo para comparar.
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O componente peer-to-peer é a parte mais negligenciada. Indivíduos que transacionam diretamente em XRP, se seu total mensal de P2P ultrapassar R$30.000, são contabilizados. As 308.411 entradas de setembro provavelmente representam uma parcela significativa dessas transferências diretas.
O número de transações de XRP de 308.411 em um único mês, em um país, sinaliza algo. A atividade de varejo não impulsiona esses números sozinha. Usuários de câmbio estrangeiro e relatórios de empresas também contribuem para o total declarado.
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O valor de R$242.096.431,14, segundo o arquivo de dados abertos da Receita Federal, representa a atividade declarada de XRP em setembro de 2025. O conjunto completo de dados cobre múltiplos ativos de criptomoedas. A presença do XRP nesses dados, nesse volume, coloca-o entre os ativos mais ativos na economia cripto formal do Brasil.
O Brasil acompanha isso de perto. Esse detalhe por si só muda a forma como a tração regional do XRP é levada a sério. Dados oficiais do governo têm um peso que métricas comunitárias nunca terão.
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