Notícias da Gate News: no final de março de 2026, a alocação de Bitcoin a nível empresarial arrefeceu de forma evidente. De acordo com os dados da SoSoValue, na semana passada as empresas cotadas a nível global adicionaram apenas cerca de 70.000 dólares em Bitcoin líquidos, o que corresponde a uma queda em cadeia de 99,93%, atingindo um dos níveis mais fracos desde que esta instituição começou a acompanhar. Nessa semana, apenas a empresa britânica BHODL fez uma compra ligeira de 1 Bitcoin; as restantes empresas de referência não tomaram qualquer ação.
Esta mudança é particularmente notória nos líderes da indústria. A Strategy, que tem sido vista durante muito tempo como um modelo de “retenção de moedas” por empresas, não divulgou qualquer nova posição nesta semana; já a empresa japonesa Metaplanet suspendeu as compras há 11 semanas consecutivas. Ambas tinham, anteriormente, impulsionado de forma contínua a entrada de capitais a nível empresarial; agora, estão em modo de observação em simultâneo, sendo encaradas como um sinal importante de viragem do sentimento do mercado.
Apesar de as compras no curto prazo quase terem parado, o volume total de posições das empresas continua em níveis elevados. Neste momento, as empresas cotadas não ligadas à mineração, no conjunto, detêm cerca de 1.023.333 Bitcoins, o que equivale a aproximadamente 5,1% da oferta em circulação. Ainda assim, em comparação com a semana anterior, esta percentagem quase não mudou, mostrando que as novas entradas de capital são extremamente limitadas.
É de salientar que algumas empresas não saíram totalmente, mas sim ajustaram a estratégia. Por exemplo, a empresa sueca H100 planeia alargar as reservas de Bitcoin através de aquisições de participação acionista; a instituição francesa Capital B, por sua vez, angaria fundos com antecedência via financiamento, optando por adiar o momento de entrada. Esta abordagem de “reservar capital e aguardar a janela” reflecte a avaliação cautelosa das instituições quanto ao preço actual e ao contexto macroeconómico.
Do ponto de vista da estrutura do mercado, o poder de formação de preço do Bitcoin está a mudar. Com os fluxos de capital dos ETF spot a tornarem-se uma variável crucial, e com o aperto do contexto macroeconómico, os tesoureiros das empresas deixam de ser os principais compradores na margem. A análise entende que, numa fase em que não há sinais claros de tendência, as grandes instituições tendem a observar em vez de reforçar agressivamente as posições.
Nesta fase, o desempenho do Bitcoin depende mais dos fluxos de capital e do sentimento do mercado do que de uma alocação em larga escala por parte das empresas. A retirada temporária das compras empresariais também significa que a volatilidade de curto prazo do mercado pode intensificar-se; o rumo futuro dependerá das novas mudanças nas políticas macroeconómicas e na situação dos fundos.