Mensagem do Gate News, 22 de abril — El Salvador lançou um julgamento em massa contra centenas de alegados membros da gangue MS-13, acusando-os de 29.000 homicídios, no âmbito do reforço das medidas do Presidente Nayib Bukele contra as gangues de rua. O julgamento, que começou na segunda-feira, tem como alvo a liderança nacional da gangue, comandantes no terreno, coordenadores de programas e fundadores.
Os procuradores apresentaram acusações por mais de 47.000 crimes alegadamente cometidos entre 2012 e 2022. A cúpula da liderança da gangue enfrenta acusações adicionais de rebelião por alegadamente procurar estabelecer um Estado paralelo. O julgamento aborda especificamente um massacre de março de 2022 que matou 87 pessoas. Juízes sem identificação estão a presidir ao caso por ligação de vídeo a partir de prisões de alta segurança onde os arguidos estão detidos.
O estado de emergência de Bukele resultou na detenção de mais de 91.000 suspeitos de membros de gangues. O Governo afirma que as gangues controlaram 80% do território do país e são responsáveis por 200.000 mortes ao longo de 30 anos. No entanto, a Human Rights Watch e a Cristobal criticaram os julgamentos em massa, citando preocupações sobre provas individuais insuficientes e relatos de tortura no sistema prisional, que registou mais de 500 mortes e a detenção de pelo menos 1.600 menores. O Centro de Confinamento para o Terrorismo (Cecot), concebido para deter 40.000 reclusos, alberga atualmente muitos dos arguidos em condições de sobrelotação severa; as autoridades anunciaram planos para expandir a capacidade para 80.000 prisioneiros.