Mensagem do Gate News, 22 de abril — Sir Olly Robbins, o chefe cessante do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, prestou declarações perante a comissão parlamentar de assuntos externos ontem (21 de abril), que o antigo chefe de gabinete do primeiro-ministro Keir Starmer, Morgan McSweeney, terá alegadamente dito a um alto funcionário para “apenas f***ing aprovar” a autorização de segurança de Lord Peter Mandelson para o cargo de embaixador dos EUA.
Robbins afirmou que percebeu uma “abordagem desdenhosa” ao processo de avaliação de Mandelson, com origem no n.º 10 de Downing Street. O organismo de Avaliação de Segurança do Reino Unido (UKSV) tinha assinalado duas caixas vermelhas no formulário de segurança de Mandelson, indicando “alta preocupação” e recomendando que a autorização fosse “negada ou retirada”. Robbins alegou que o UKSV considerava Mandelson um “caso-limite” com tendência para recomendar a negação. Admitiu que havia uma “expectativa muito forte” por parte de Downing Street de que Mandelson estivesse “colocado e na América o mais rapidamente possível” antes da tomada de posse de Donald Trump, e que retirar a nomeação poderia ter causado “bastante problema” nas relações Reino Unido-EUA.
O líder da oposição Kemi Badenoch classificou as declarações de Robbins de “devastadoras” e acusou o primeiro-ministro de induzir o Parlamento em erro em matérias de segurança nacional. O secretário de Estado da Energia Ed Miliband confirmou que ele e o então ministro dos Negócios Estrangeiros David Lammy tinham manifestado preocupações sobre a nomeação antecipadamente. Mandelson acabou por ser afastado do cargo de embaixador dos EUA em setembro de 2026, na sequência de revelações sobre a sua relação duradoura com o financiador Jeffrey Epstein.