Visão geral do mercado de 4 de março: Wall Street sofreu uma massacre, as criptomoedas demonstram resiliência

Autor: Deep潮 TechFlow

Ações dos EUA: Quarta dia de guerra, confiança do mercado completamente desmoronada

Na terça-feira, Wall Street viveu mais um dia de negócios desanimador.

O Dow caiu 403 pontos (-0,83%) fechando em 48.501 pontos, o S&P 500 caiu 0,94% para 6.816 pontos, e o Nasdaq caiu 1,02% fechando em 22.516 pontos.

Mas os números não refletem a intensidade do que aconteceu durante o dia.

Durante o pregão, o Dow chegou a cair 1.200 pontos (-2,6%), o S&P 500 caiu até 2,5%, e o Nasdaq despencou 2,7%, sendo a maior venda intradiária desde o início de fevereiro.

O mercado parecia uma ave assustada, que qualquer movimento brusco faz disparar uma venda em massa. Com a guerra entre EUA e Irã entrando no quarto dia, o Irã fechou o Estreito de Hormuz, e os preços do petróleo subiram mais 8%, atingindo níveis de pânico entre os investidores.

O mercado de energia saiu do controle.

O WTI subiu US$ 5,82 (+8,2%) para US$ 77,05 por barril, e o Brent disparou US$ 6,09 (+7,8%) para US$ 83,83 por barril.

Este foi o maior aumento diário desde fevereiro. Ainda mais assustador, o preço do petróleo já subiu mais de US$ 17 desde a sexta-feira passada, quase 26%.

O Estreito de Hormuz — o ponto de estrangulamento que fornece 20% do petróleo mundial — permanece praticamente fechado. O Irã não só bloqueou o estreito, como também começou a atacar infraestrutura energética na região, incluindo campos petrolíferos e petroleiros na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos.

Na terça-feira à tarde, Trump publicou uma declaração no Truth Social: “De qualquer forma, os EUA garantirão que a energia flua livremente para o mundo.” Ele prometeu que a Marinha dos EUA irá escoltar os petroleiros pelo Estreito de Hormuz.

Essa declaração momentaneamente aliviou o pânico do mercado — os preços do petróleo recuaram do pico intradiário, e as ações também reduziram a queda de 2,5% para cerca de 1%.

Mas o problema continua grave: se os preços do petróleo permanecerem acima de US$ 80, a inflação voltará a sair do controle, e as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve serão completamente destruídas.

Terça-feira foi realmente um “Dia de Sangue” para o S&P 500, com todos os 11 setores fechando em queda, sem refúgios seguros.

Setores mais afetados:

Materiais: queda de 4,5%, maior desde abril de 2025. Albemarle, gigante de lítio, despencou 7%; Freeport-McMoRan, de cobre, caiu 4%; e a mineradora de ouro Newmont caiu 7%.

Setor industrial: queda superior a 2%. Caterpillar caiu 3,98%, Boeing caiu 2,52%.

Setor de saúde: queda superior a 2%. Setor de consumo: queda superior a 2%.

Único ponto positivo: Target subiu 3%, com o relatório financeiro do quarto trimestre superando expectativas, e o CEO afirmou que “as vendas de fevereiro tiveram forte recuperação”; Best Buy disparou 9%, apesar de uma queda inesperada nas vendas de fim de ano, com perspectivas otimistas para o primeiro trimestre.

Setores de tecnologia continuam em queda: Nvidia caiu 1,3%; Tesla caiu 2,7%; ações de software continuam sendo massacradas, com MongoDB sendo rebaixada para neutra pela Baird devido à ameaça da IA, tendo caído mais de 40% desde o início do ano.

O índice de volatilidade VIX disparou para 25,16 na terça-feira, atingindo o maior nível desde novembro do ano passado.

O que esse número significa? O mercado espera que a volatilidade das ações nos próximos 30 dias seja extremamente intensa. Quando o VIX ultrapassa 25, geralmente é considerado uma zona de “pânico”, e acima de 30, indica “medo extremo”.

Ainda mais assustador, as expectativas de duração da guerra estão piorando. Na manhã de terça-feira, Trump alertou: “Este conflito pode durar 4 semanas.”

4 semanas? Isso é muito mais do que a previsão inicial de uma rápida vitória em poucos dias. Se a guerra realmente durar um mês, os preços do petróleo podem ultrapassar US$ 100 por barril, a inflação pode sair do controle, e o Federal Reserve pode ser forçado a aumentar as taxas de juros — o que seria o fim do mercado de ações.

O ouro caiu 4%: dólar forte, fuga para segurança se inverte

Surpreendentemente, o ouro caiu na terça-feira.

O ouro à vista despencou 3,7% em um único dia, caindo de uma máxima de US$ 5.400 para cerca de US$ 5.148, a maior queda diária desde 30 de janeiro, quando caiu US$ 600.

A prata foi ainda pior, despencando 6%. Platina caiu 10%, paládio caiu 7%.

Por que ativos considerados refúgio seguro estão caindo? Porque o dólar está se fortalecendo.

O índice do dólar subiu na terça-feira, rompendo a marca de 100 — pela primeira vez desde maio do ano passado. Quando o dólar se valoriza, ouro e prata, denominados em dólares, tendem a cair.

Investidores estão migrando para o dólar — o ativo de refúgio final global. Em comparação, ouro e prata, tradicionais ativos de proteção, estão sendo sacrificados por liquidez: em momentos de pânico, investidores vendem tudo que podem transformar em dinheiro, buscando liquidez imediata.

Criptomoedas: resistência em meio ao caos

Essa é a história mais surpreendente de hoje.

Em meio à queda das ações, ao colapso do ouro e ao aumento do VIX, o Bitcoin mostrou uma resistência impressionante.

Segundo dados do CoinGecko, na terça-feira o Bitcoin subiu levemente para cerca de US$ 69.413, com alta de 5,8% nas últimas 24 horas, revertendo completamente a tendência de queda das ações.

O desempenho do Ethereum também foi forte, mantendo-se próximo de US$ 2.000. Solana, Cardano e outras principais criptomoedas tiveram desempenho estável.

O valor total do mercado de criptomoedas global se manteve em US$ 2,41 trilhões, com alta de 0,9% nas últimas 24 horas. O volume de negociações nas últimas 24 horas atingiu US$ 123 bilhões, indicando liquidez suficiente no mercado.

O valor de mercado do Bitcoin atingiu US$ 1,36 trilhão, com participação de 56,7%. Isso mostra que, em tempos de turbulência, o capital está se concentrando no “refúgio digital” que é o Bitcoin.

Por que as criptomoedas estão tão resistentes?

Essa performance desafia o entendimento tradicional. No passado, crises geopolíticas faziam as criptomoedas despencarem junto com as ações de tecnologia, pois eram vistas como “ativos de alto risco”.

Mas desta vez, o cenário é diferente. Alguns fatores-chave sustentam o mercado de criptomoedas:

A narrativa do “ouro digital” ressurgiu.

A queda do ouro torna a narrativa do Bitcoin como “ouro digital” ainda mais convincente.

O problema do ouro tradicional é que ele ainda é influenciado pelo dólar. Quando o dólar se valoriza, o ouro tende a cair, pois é cotado em dólares.

Mas o Bitcoin é diferente. Ele é uma “moeda sem fronteiras” real — não depende de uma única moeda fiduciária para sua avaliação, e não se desvaloriza automaticamente com a valorização do dólar.

Em um contexto de instabilidade no Oriente Médio e de aceleração na narrativa de desdolarização, essa característica do Bitcoin está sendo cada vez mais reconhecida.

Holders de longo prazo param de vender.

Dados on-chain mostram que a venda por parte de investidores de longo prazo (com carteiras com mais de 365 dias) praticamente cessou.

No início de fevereiro, a venda líquida de 30 dias por esses investidores chegou a 243.737 BTC. Mas, até 1º de março, esse número caiu para 31.967 BTC, uma redução de 87%.

O que isso significa? A venda de pânico terminou, e o mercado está formando um fundo.

Pressão de venda dos mineradores também diminui.

A venda líquida dos mineradores de Bitcoin também diminuiu significativamente. Em 8 de fevereiro, a venda líquida atingiu o pico de 4.718 BTC, mas até 1º de março caiu para 837 BTC.

Embora a redução na hashrate (com alguns equipamentos desligados) seja preocupante, analistas afirmam que os mineradores não estão se rendendo, mas realizando uma diversificação estratégica.

Grandes baleias acumulam silenciosamente.

Grandes baleias com 100 mil a 1 milhão de BTC aumentaram suas posições em cerca de 14.000 BTC entre 19 e 20 de fevereiro, e até agora não venderam.

Baleias menores, com 1.000 a 10.000 BTC, começaram a acumular desde 25 de fevereiro, aumentando suas participações de 4,22 milhões para 4,23 milhões de BTC.

Dinheiro inteligente está comprando na contramão.

Em meio ao pessimismo, o renomado analista Tom Lee, da Fundstrat, fez uma previsão otimista.

Na quarta-feira, em entrevista à CNBC, ele afirmou: “A pior venda acontecerá nesta semana. Espero que março seja o mês de alta do mercado de ações.”

Ele também acrescentou nas redes sociais: “Entendemos que as manchetes de guerra deixam os investidores tensos, mas esperamos que o mercado de ações suba em março, liderado por MAG7, ações de tecnologia e criptomoedas (BTC, ETH).”

A lógica de Lee é: as criptomoedas e as ações de tecnologia já passaram por uma forte correção, e podem estar na fase final de formação de fundo, o que impulsionará uma alta em abril.

Dados históricos apoiam a visão de Lee. Segundo a Wells Fargo, após grandes conflitos geopolíticos, o S&P 500 tende a se recuperar em duas semanas, e, após três meses, registra uma alta média de 1%.

Análise técnica do Bitcoin: US$ 65.000 é o ponto-chave

Atualmente, o Bitcoin oscila entre US$ 65.000 e US$ 68.000.

Principais níveis de suporte:

US$ 65.000: se romper, pode desencadear uma venda em massa, levando o preço a US$ 64.600 ou até US$ 64.000.

US$ 63.000: limite absoluto, abaixo do qual o preço pode cair para US$ 60.000.

Principais níveis de resistência:

US$ 68.000: já testado várias vezes, uma quebra pode gerar FOMO (medo de perder oportunidade).

US$ 70.000: nível psicológico, uma vez superado, pode levar a US$ 74.000-75.000.

O analista técnico Michael Van De Poppe afirma: “O Bitcoin precisa se manter acima de US$ 65.000. Se conseguir, atacar US$ 70.000 ou mais é apenas uma questão de tempo.”

Pergunta-chave: Quanto tempo a guerra pode durar?

O mercado agora só se preocupa com uma questão: quanto tempo a guerra vai durar?

Trump alertou na terça-feira: “Este conflito pode durar 4 semanas.”

Se for realmente 4 semanas: os preços do petróleo ultrapassarão US$ 100, a inflação sairá do controle, e o Fed pode ser forçado a aumentar as taxas, levando a uma queda ainda maior do mercado de ações.

Se for apenas alguns dias: os preços do petróleo recuarão, a inflação será controlada, o mercado se recuperará, e as criptomoedas podem subir junto.

Tom Lee, da Fundstrat, aposta na segunda hipótese: “A pior venda terminará nesta semana, e março será o mês de alta.”

O investidor lendário Steve Eisman disse na semana passada: “Não vou mudar nenhuma operação por causa desta guerra.”

Mas o mercado claramente pensa diferente.

VIX em alta, setores de materiais em queda, ouro em colapso — tudo isso grita: “Estamos assustados!”

A única exceção é a criptomoeda.

Em meio à queda das ações, ao colapso do ouro e ao aumento do VIX, o Bitcoin mostrou uma resistência surpreendente. Isso é um sinal: o mercado de criptomoedas está amadurecendo, evoluindo de “ativos de risco puro” para “ativos alternativos de proteção”.

Índice de medo em 10 pontos, investidores de longo prazo parando de vender, grandes baleias acumulando silenciosamente, e todos os dados históricos apontam para uma mesma conclusão: o fundo está sendo formado.

E quanto à possibilidade de uma recuperação acima de US$ 70.000 em março?

A resposta será revelada nos próximos dias.

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