Seatrium Evita Acusação, Concorda em Pagar Multa de US$110M em Acordo de Acusação Adiada

GateNews

Mensagem do Gate News, 25 de abril — A Seatrium, listada em Singapura, obteve aprovação da Suprema Corte de Singapura para um acordo de acusação adiada (DPA) com o Gabinete do Procurador-Geral, evitando acusação criminal em conexão com uma investigação de corrupção de longa duração no Brasil. De acordo com o acordo, a empresa pagará uma multa financeira de US$110 milhões, com até US$53 milhões creditados contra pagamentos já feitos às autoridades brasileiras, trazendo o pagamento final de Singapura para US$57 milhões (aproximadamente S$73 milhões).

Além da multa financeira, a Seatrium se comprometeu a revisar e fortalecer seu programa de ética e conformidade para reduzir riscos de corrupção. A empresa afirmou que a multa já foi provisionada em seus demonstrativos financeiros, sem impacto material nos lucros ou no patrimônio líquido tangível por ação para o ano fiscal encerrado em 31 de dezembro de 2026.

O caso decorre da Operação Lava Jato do Brasil, uma ampla investigação anticorrupção iniciada em 2014 e que descobriu uma rede de subornos envolvendo grandes corporações e autoridades seniores, especialmente em conexão com contratos da Petrobras, empresa estatal de petróleo. A Seatrium, anteriormente conhecida como Sembcorp Marine antes de uma fusão e rebranding, passou a ser implicada em meio a alegações de que pagamentos indevidos foram feitos para assegurar projetos no Brasil. Em março de 2024, dois ex-executivos da Seatrium, incluindo o ex-CEO da Sembcorp Marine, foram denunciados por crimes de corrupção por pagar subornos superiores a US$20 milhões para ampliar os interesses comerciais da empresa no Brasil.

Investigações separadas da Autoridade Monetária de Singapura e do Departamento de Assuntos Comerciais da polícia sobre possíveis violações da legislação de valores mobiliários foram concluídas, com as autoridades determinando que nenhuma ação será tomada contra a empresa ou seus executivos. O DPA, assinado originalmente em julho de 2025, exige aprovação da Suprema Corte antes de entrar em vigor; se a Seatrium não cumprir seus termos, os promotores podem solicitar a rescisão do acordo e prosseguir com acusações criminais.

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